Alimentação e agricultura no mundo
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O Brasil no retrato mundial da alimentação e da agricultura

Acompanhando as estatísticas mundiais sobre Alimentação e agricultura

Dados de 211 países e territórios

Prevalência de subnutrição2.5%
9º de 169 (2023)
Rendimento dos cereais5,003kg/ha
45º de 181 (2024)
Superfície agrícola (% do território)28.33%
131º de 210 (2023)
Índice de produção alimentar113.77índice
64º de 195 (2022)
Emprego na agricultura7.63%
69º de 187 (2025)

O mundo da alimentação e da agricultura em cinco indicadores

Esta apresentação percorre cinco indicadores do World Bank WDI sobre alimentação e agricultura, um por quadro. Em cada quadro aparecem o ranking em barras, o valor e a posição do Brasil e a linha de evolução do país. Todos os números vêm da mesma base de dados apresentada nesta página.

Prevalence of undernourishment9Brasil: 2,5% da população, contra 8,5% no mundo
Cereal yield45Brasil: 5.002,6 kg/ha de cereais, acima da média mundial de 4.243,5
Agricultural land131Brasil: 28,3267% do território como área agrícola
Food production index64Brasil: índice de produção de alimentos em 113,77
Employment in agriculture69Brasil: 7,6278% do emprego total na agricultura

Leia cada quadro isoladamente: as unidades mudam (%, kg/ha, índice) e o número de países comparados também varia, de 169 a 210. O sentido do ranking igualmente se inverte — em subalimentação e emprego agrícola o menor valor fica no topo, em produtividade e área agrícola é o maior.

Pontos principais

O Brasil aparece nos cinco indicadores desta edição com uma posição intermediária em área e produtividade, mas destacada no volume de produção. O número mais visível é o índice de produção de alimentos: 113,77 (base 2014-2016 = 100), o que coloca o país na 64ª posição entre 195 países e acima do valor de referência mundial de 100,0. Na prevalência de subalimentação, o Brasil registra 2,5% da população (2023), valor bem abaixo do mundial de 8,5%. Já a produtividade dos cereais, 5.002,6 kg/ha, e a proporção de área agrícola, 28,3267% do território, situam o país no meio da tabela — respectivamente 45º entre 181 países e 131º entre 210.

*Fontes: World Bank (World Bank WDI) — "Food production index (2014-2016 = 100)", "Prevalence of undernourishment (% of population)", "Cereal yield (kg per hectare)" e "Agricultural land (% of land area)".*

Valor mais recente do indicador central

O indicador que abre esta edição é a prevalência de subalimentação. O Brasil marca 2,5% da população em 2023, ocupando a 9ª posição entre 169 países, contra um valor mundial de 8,5%. É importante notar que 2,5% é o piso da série: doze países aparecem com exatamente esse mesmo valor — Argélia, Armênia, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bielorrússia, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Bulgária, Canadá e Chile —, de modo que a ordem entre eles não expressa diferença mensurada. O que se pode dizer é que o Brasil está no grupo situado no limite inferior registrado pela série, distante do valor mundial e muito distante da outra ponta.

*Fonte: World Bank (World Bank WDI) — "Prevalence of undernourishment (% of population)", https://data.worldbank.org/indicator/SN.ITK.DEFC.ZS*

Quem está no topo e na base

Na subalimentação, onde o menor valor é melhor, a base da tabela reúne países marcados por conflito ou fragilidade: Haiti 54,2%, Somália 53,2%, Coreia do Norte 47,0%, Madagascar 39,5% e Síria 39,0%. Na produtividade dos cereais, o sentido se inverte — quanto maior, melhor — e o topo é ocupado por Omã 29.147,0 kg/ha, Emirados Árabes Unidos 23.306,5 e Catar 18.274,6, países de área colhida muito pequena e forte dependência de irrigação; logo abaixo vêm Nova Zelândia 9.101,9, Bélgica 8.485,7 e EUA 8.413,5. Na base estão Cabo Verde 40,3, Namíbia 451,2, Somália 503,5 e Níger 577,4 kg/ha. O Brasil, com 5.002,6 kg/ha, fica na metade superior (45º de 181). Já na proporção de área agrícola o topo tem Costa do Marfim 86,4758%, Turcomenistão 84,2216%, Burundi 83,8866% e o vizinho Uruguai 81,3541%, enquanto o Suriname 0,445%, a Groenlândia 0,5923% e Singapura 0,9192% fecham a lista; a Guiana, também sul-americana, aparece com 3,4101% (200º). O Brasil, com 28,3267%, está abaixo do valor mundial de 36,8836%.

*Fontes: World Bank (World Bank WDI) — "Prevalence of undernourishment (% of population)", "Cereal yield (kg per hectare)" e "Agricultural land (% of land area)".*

Como mudou nesta década

O índice de produção de alimentos é o que mais se move: passou de 92,30 em 2011 para 113,77 em 2022, um avanço de 21,47 pontos em relação à própria base 2014-2016 do país. A produtividade dos cereais oscilou sem uma linha reta: 4.826,4 kg/ha em 2013, mínimo de 4.181,7 em 2016, máximo de 5.336,5 em 2023 e 5.002,6 em 2024 — uma amplitude de cerca de 1.154 kg/ha entre o pior e o melhor ano da série. A proporção de área agrícola subiu de 27,91% em 2012 até 28,3411% em 2017 e desde então permanece praticamente estável, em 28,3267% nos dois últimos anos registrados. A participação da agricultura no emprego caiu de 9,3065% em 2014 (com pico de 9,7979% em 2016) para 7,6278% em 2025, recuo de 1,68 ponto. Na subalimentação, o valor ficou em 2,5% de 2012 a 2019, subiu para 2,8% em 2020, 3,4% em 2021 e 3,2% em 2022, voltando a 2,5% em 2023.

*Fontes: World Bank (World Bank WDI) — "Food production index (2014-2016 = 100)", "Cereal yield (kg per hectare)", "Agricultural land (% of land area)", "Employment in agriculture (% of total employment)" e "Prevalence of undernourishment (% of population)".*

Comparação com países próximos

Entre as economias de referência listadas, a produtividade brasileira de cereais é a menor: 5.002,6 kg/ha contra EUA 8.413,5 (45º frente a 10º; diferença de 3.410,9 kg/ha), Reino Unido 7.137,9, Alemanha 7.007,3, Coreia do Sul 6.615,2, China 6.418,1, França 6.280,8 e Japão 6.245,1. A ordem se inverte no índice de produção de alimentos: o Brasil, com 113,77 (64º), está acima de China 111,75, Reino Unido 101,24, Coreia do Sul 101,21, EUA 100,86, Japão 100,27, França 94,02 e Alemanha 92,71 — lembrando que cada país é medido contra a própria média de 2014-2016. Na área agrícola, os 28,3267% do Brasil ficam abaixo de Reino Unido 70,3073%, China 55,4326%, França 52,5044%, Alemanha 47,4659% e EUA 46,0830%, mas bem acima de Coreia do Sul 16,0656% e Japão 12,6368%; na América do Sul, o contraste doméstico é grande, com Uruguai em 81,3541% e Guiana em 3,4101%. No emprego agrícola, os 7,6278% brasileiros superam Coreia do Sul 5,1038%, Japão 2,8137%, França 2,3341%, EUA 1,5249%, Alemanha 1,0710% e Reino Unido 0,8513%, ficando bem abaixo de China 21,6769% e do valor mundial de 25,7808%.

*Fontes: World Bank (World Bank WDI) — "Cereal yield (kg per hectare)", "Food production index (2014-2016 = 100)", "Agricultural land (% of land area)" e "Employment in agriculture (% of total employment)".*

Como ler estes números

Cada indicador mede uma coisa diferente e não deve ser somado aos demais. A prevalência de subalimentação tem 2,5% como valor mínimo publicado, ou seja, corresponde a "abaixo de 2,5%": a posição dentro desse grupo não indica desempenho relativo. A produtividade dos cereais é peso colhido por hectare colhido; depende dos cereais cultivados, da irrigação e do tamanho da área, e por isso países com área muito pequena podem liderar a lista sem que isso descreva escala de produção. A proporção de área agrícola soma lavouras temporárias, culturas permanentes e pastagens permanentes sobre a área territorial, e não informa produção nem autossuficiência alimentar. O índice de produção de alimentos é relativo à média de 2014-2016 de cada país, de modo que a posição reflete crescimento desde esse período, não volume produzido; o valor mundial de 100,0 é a própria base, não uma média de resultados. A participação da agricultura no emprego é estimativa modelada da OIT, não medição direta. Também convém observar que o ano mais recente varia por indicador (de 2022 a 2025) e que o sentido do ranking se inverte entre eles — em subalimentação e emprego agrícola o menor valor fica no topo, enquanto em produtividade e área agrícola é o maior. Todos os dados vêm do World Bank WDI, com atualização anual, e as diferenças de metodologia entre países limitam comparações estritas.

*Fontes: World Bank (World Bank WDI) — "Prevalence of undernourishment (% of population)", "Cereal yield (kg per hectare)", "Agricultural land (% of land area)", "Food production index (2014-2016 = 100)" e "Employment in agriculture (% of total employment)" (estimativa modelada da OIT).*

Prevalência de subnutrição no mapa e em gráficos

Mapa-múndi de Prevalência de subnutrição
Mapa-múndi: Prevalência de subnutrição (2023). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)

No topo aparecem doze países empatados em 2,5%, entre eles Brasil, Chile, Canadá e Austrália; na base estão Haiti 54,2%, Somália 53,2% e Coreia do Norte 47,0%. O Brasil está na ponta de menor prevalência.

Prevalência de subnutrição: topo, base e Brasil1Argélia2.52Armênia2.53Austrália2.54Áustria2.55Azerbaijão2.57Bélgica2.58Bósnia e Herzegovina2.59Brasil2.510Bulgária2.511Canadá2.5167Coreia do Norte47168Somália53.2169Haiti54.2%
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2023). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Prevalência de subnutrição9.37.45.53.71.82012201420162018202020222023BrasilEUAChinaMundo%
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

A barra brasileira fica bem abaixo do valor mundial de 8,5%, e a distância até o outro extremo passa de 50 pontos percentuais. A linha mostra 2,5% até 2019, alta para 3,4% em 2021 e retorno a 2,5% em 2023.

Comparar países

Rendimento dos cereais

Mapa-múndi de Rendimento dos cereais
Mapa-múndi: Rendimento dos cereais (2024). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)
PosiçãoPaís / territóriokg/ha
1Omã29,147
2Emirados Árabes Unidos23,306
3Catar18,275
4Kuwait14,957
5São Vicente e Granadinas13,344
43Itália5,059
44Uruguai5,058
45Brasil5,003
46Polônia4,895
47Malta4,880
179Somália503.5
180Namíbia451.2
181Cabo Verde40.3

Ver o ranking completo de 181 países e territórios →

O topo reúne Omã 29.147,0, Emirados Árabes Unidos 23.306,5 e Catar 18.274,6 kg/ha, países de área colhida pequena e irrigada; na base estão Cabo Verde 40,3 e Namíbia 451,2 kg/ha. O Brasil fica na metade superior.

Rendimento dos cereais: topo, base e Brasil1Omã29,1472Emirados Árabes Unidos23,3063Catar18,2754Kuwait14,9575São Vicente e Granadinas13,34443Itália5,059.444Uruguai5,057.745Brasil5,002.646Polônia4,894.747Malta4,879.9179Somália503.5180Namíbia451.2181Cabo Verde40.3kg/ha
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2024). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Rendimento dos cereais9,2147,664.56,114.94,565.43,015.92013201520172019202120232024BrasilEUAChinaMundokg/ha
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

As barras têm escala muito desigual: do primeiro ao último a diferença ultrapassa 29.000 kg/ha. A linha brasileira oscila entre 4.181,7 kg/ha em 2016 e 5.336,5 kg/ha em 2023, sem tendência retilínea.

Superfície agrícola (% do território)

Mapa-múndi de Superfície agrícola (% do território)
Mapa-múndi: Superfície agrícola (% do território) (2023). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)

Costa do Marfim 86,4758%, Turcomenistão 84,2216% e o vizinho Uruguai 81,3541% lideram; Suriname 0,445%, Groenlândia 0,5923% e Singapura 0,9192% fecham a lista. O Brasil está na metade inferior da tabela.

Superfície agrícola (% do território): topo, base e Brasil1Costa do Marfim86.482Turcomenistão84.223Burundi83.894Uruguai81.355Arábia Saudita80.77129Indonésia29.13130Irã29.01131Brasil28.33132Tadjiquistão27.95133Croácia26.55208Singapura0.92209Groenlândia0.59210Suriname0.45%
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2023). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Superfície agrícola (% do território)59.450.74233.324.52012201420162018202020222023BrasilEUAChinaMundo%
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

Na América do Sul a dispersão é enorme, do Uruguai acima de 81% à Guiana com 3,4101%. A linha brasileira sobe de 27,91% em 2012 até 28,3411% em 2017 e depois permanece praticamente estável.

Índice de produção alimentar

Mapa-múndi de Índice de produção alimentar
Mapa-múndi: Índice de produção alimentar (2022). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)
PosiçãoPaís / territórioíndice
1Senegal177.49
2Arábia Saudita172.66
3Omã170.06
4Moçambique161.67
5Mongólia157.87
62Sudão do Sul114.76
63Uzbequistão114.43
64Brasil113.77
65Vietnã113.65
66Geórgia113.64
193Hungria74.66
194Cuba71.39
195Gâmbia71.08

Ver o ranking completo de 195 países e territórios →

Senegal 177,49, Arábia Saudita 172,66 e Omã 170,06 encabeçam a lista; Gâmbia 71,08 e Cuba 71,39 estão na base. O Brasil aparece acima de China 111,75, EUA 100,86 e Japão 100,27.

Índice de produção alimentar: topo, base e Brasil1Senegal177.492Arábia Saudita172.663Omã170.064Moçambique161.675Mongólia157.8762Sudão do Sul114.7663Uzbequistão114.4364Brasil113.7765Vietnã113.6566Geórgia113.64193Hungria74.66194Cuba71.39195Gâmbia71.08índice
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2022). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Índice de produção alimentar116.5109.4102.395.288.12011201320152017201920212022BrasilEUAChinaMundoíndice
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

As barras comparam crescimento desde 2014-2016, não volume produzido, e o valor mundial de 100,0 é a base, não uma média de resultados. A linha brasileira sobe de 92,30 em 2011 para 113,77 em 2022.

Emprego na agricultura

Mapa-múndi de Emprego na agricultura
Mapa-múndi: Emprego na agricultura (2025). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)

Singapura 0,0954%, Hong Kong 0,1824% e Macau 0,3738% ficam no topo, onde o menor valor é o primeiro; Burundi 85,3411%, Moçambique 73,0061% e Níger 72,9925% estão na outra ponta. O Brasil fica no terço superior.

Emprego na agricultura: topo, base e Brasil1Singapura0.12Hong Kong0.183Macau0.374Israel0.765Bahamas0.7867República Dominicana7.0168Santa Lúcia7.4769Brasil7.6370Uruguai8.0771Iraque8.17185Níger72.99186Moçambique73.01187Burundi85.34%
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2025). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Emprego na agricultura32.924.215.56.8-1.82014201620182020202220242025BrasilEUAChinaMundo%
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

O intervalo entre extremos passa de 85 pontos percentuais, e o Brasil está bem abaixo de China 21,6769%. A linha cai de 9,3065% em 2014, com pico de 9,7979% em 2016, até 7,6278% em 2025.